Menos de 24 horas após a Prefeitura de Euclides da Cunha divulgar a grade oficial – e aparentemente definitiva – do Arraiá do Cumbe 2026, uma publicação feita pela Prefeitura de Quijingue chamou a atenção de quem acompanha a movimentação junina da região.
Usando um tom bem-humorado, o perfil oficial da Prefeitura e do Arraiá do Triunfo publicaram uma campanha com a frase: “Não é querendo ser convencido, mas…”. Logo em seguida, veio o que parece ser uma provocação: “Mas eu sou o maior e mais tradicional São João da região!”. Pronto. Foi o suficiente para incendiar os comentários, despertar a curiosidade dos internautas mais atentos e alimentar especulações em grupos sobre uma possível indireta direcionada ao Arraiá do Cumbe, em Euclides da Cunha.
Para quem vem acompanhando a repercussão da programação do Arraiá do Cumbe, não parece exagero interpretar a postagem como uma indireta, ainda que a intenção tenha sido apenas fazer humor. Afinal, o slogan utilizado há anos por Euclides da Cunha é justamente “O Maior São João do Sertão”, título que, ao que tudo indica, Quijingue decidiu reivindicar, pelo menos nas redes sociais.

Agora, justiça seja feita: quando o assunto é tradição, o Arraiá do Triunfo realmente tem argumentos robustos. A festa possui mais de 200 anos de história e está entre as celebrações juninas mais antigas da Bahia. Nesse quesito, não há muita discussão.
Já no quesito tamanho, a conversa muda um pouco de figura.
O Arraiá do Cumbe completa este ano 43 anos de história e, goste-se ou não da programação anunciada, entrega uma estrutura que dificilmente encontra concorrência na região. Palco, decoração, espaço para o público e alcance regional colocam a festa euclidense em outro patamar quando o assunto é dimensão do evento.
No fim das contas, a velha rivalidade junina ganhou mais um capítulo, e desta vez sem precisar de fogueira, quadrilha ou sanfona para esquentar o clima.
O site Retratos e Fatos não vai entrar no mérito das atrações de nenhuma das duas festas. Até porque a opinião daqueles que estão por trás deste portal é simples: banda que não toca forró não deveria estar em grade de São João. Nenhuma. E já pensou na possibilidade de, ao invés de termos duas festas grandes (e caras), uma bem pertinho da outra, tivéssemos apenas uma, gigante. Teríamos ganhos ou perdas em termos de atrativo regional? E a cultura, a tradição de cada cidade, como ficaria? Pense, pense!
Mas talvez vocês ainda não estejam preparados para essa conversa.
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